O que é musgo?

Essa foi a pergunta que finalizou minha carreira estudantil.

Depois de revoltas contra o novo método de entrada para escola em que cagamos de medo da polícia aparecer e todos os menores de idade ter de ligar para os pais dando a magnífica notícia: “Pai, você não pode vir me buscar? Não, não estou na escola, estou na… na delegacia.” Mas o buraco continuou mais embaixo, óbvio! Nos fizeram entrar para a escola de cabeças baixas e ainda balbuciaram: “Olha, até a filha do Venâncio.” Oh!!! 5,6m x 5,6m de sala de reunião e 70 alunos alí, jogados como os judeus nas valas de Aushwitz. E mesmo naquele marasmo conseguimos conversar e voltar às nossas vidas normais…

Depois dos trotes memoráveis do terceiro ano… Sim! Éramos a turma que mais animava aquela pacata escola! Fazíamos sacrifícios e mais sacrifícios para arranjar roupas e não termos que tirar humildes 3 reais de nossos empobrecidos bolsos, pelo menos foi o que eu fiz em um dos últimos trotes quando os meninos se vestiam de meninas e as meninas de meninos. Eu não tinha levado roupa então me vesti de Keeper (vulgo Pedro), calças largas, camiseta de Slipknot e boné cinza virado para trás… Me vendo no espelho daquela forma tive um rápido devaneio, mas isso não vem ao caso.

Depois da advertência inútil que levei por ter escrito na carteira e voltam a balbuciar aquele rotulo: “Olha, a filha do Venâncio…” Quantas vezes mais irão me lembrar?

Depois de fofocas que rolaram sobre assuntos alheios, verídicos e humilhantes…MUITO humilhantes, fiquei grata por isso, até o momento em que sentei ao lado da vítima no intervalo do cursinho. Ela é legal… mas meu orgulho fala mais alto! lálálá

Depois de eu e a Jack nos corroer de raiva em ver os casaisinhos lindinhos se esfregando no baile de formatura e não poder fazer absolutamente nada. E eu sem ninguém e sem padrinho, mas no final acabei arranjando padrinho e ao mesmo tempo um afilhado…isso foi bom!

Para não deixar um desfecho meio sem nexo… vou dizer meu lado obscuro (além de dançar axé no carnaval e otras cositas más). Tive a audácia de confundir um musgo com uma samambaia… é fogo!

…Vou Te Contar!

“Tomo um café e um guaraná pra me animar…”

Oh, vício extremo por café, seja ele com leite, sem leite, frio, quente, capuccino, com açúcar, sem açucar, com adoçante, com chantilly, com coca-cola (hehe), forte, fraco…sem contar as balas que vendem em lojas de conveniência ou aquelas de 1,99 mesmo.

Sabe quando os pais ficam até tarde esperando os seus inocentes filhos chegarem de uma balada, uma rave ou qualquer festinha de fundo de quintal? Cá estou eu, uma “mulher” de 18 anos num sábado (domingo, de acordo com o horário, são exatamente 03:54:26am), ouvindo o carro de papai e mamãe chegando lá do fundo e prevendo que agora abrirá o portão elétrico e… ABRIU!

“E aí, como foi lá?”
“Foi legal, teu pai tá cansado”
“Que legal!”
“Deixa eu entrar aí, eu combinei com a Regiane de entrar quando eu chegar, mas acho que ela ainda não chegou na casa dela”
“Hum…perae, deixa só eu me despedir… Pronto!”
“Brigada!”

Neste tempo em que estive aqui fazendo o papel da Santíssima Trindade, não digo pelo valor supremo, mas pelo fato da ramificação de 3 em 1. Pude aprender, rir e lembrar de coisas memoráveis:

Aumentei meu setlist de músicas no violão:
– The Cramberries: Ode My Family, Animal Instinct, Zombie;
– Cold Play: Clocks;
– The Beatles: Help, I Wanna Hold Your Hand;
– Pato Fú: Perdendo Dentes.

Cuidei do meu irmão:
– Comemos miojo;
– Fiz suco de maracujá;
– E ele mamou… na mamadeira!

Relembrei lembranças* com minha irmã:
– Quando passávamos mel com açúcar no rosto para deixá-lo mais macio;
– Quando cada uma pegou uma bacia cheia de água quente e quase nos sufocamos com o vapor durante 20 minutos para que fosse mais fácil tirarmos os cravos e as espinhas que não tinhamos, e acabamos sem ar, suadas e com a pele do rosto da mesma forma;
– Quando mentimos para nossa vizinha que queríamos o livro “Medicina Alternativa de A à Z” emprestado para a minha bronquinte (com direito a tosse e falta de ar), mas na realidade era para ver o que se fazia para tirar sardas;
– Quando utilizamos a fórmula mais viável para tirar sardas. Cebola ralada onde predominavam as mesmas. Desculpa, mas dessa vez meu papel foi apenas ver o resultado, a cobaia foi minha irmã;
– Quando cortávamos parte dos nossos cabelos para ter idéia de como ficaria ele num todo.

É… descobri que não é mel e açúcar que vai deixar seus rostos mais macios, não é se sufocando com vapor que vai tirar seus cravos e espinhas e não é fedendo cebola que vai te deixar sem suas charmosas sardas, mas a essência é a que vale mais, ou seja, vamos nos achar lindas e seremos sempre lindas, mesmo que esteja com um simples chinelinho de dedo daquela lojinha dalí da esquina!

“Relembrei lembranças”*: isso foi uma redundância proposital.

Faz Parte do Meu Mundo

Conversando sobre filmes que passaram na noite passada, caiu em nossos adoráveis colos “O Guarda-Costa” do qual a cantora Witney Huston participa ao lado de Kevin Costner, e novamente, para fazer uma sobreposição de fases, caiu nos nossos humildes colos o fato da Witney Huston ter acabado com a própria vida! Ohhh! (pausa para suspense) Não, ela não se matou (podem* voltar a respirar) estávamos comentando o simples fato de ela se internar numa clínica para drogados. Tudo bem, mas o que tem a ver a Witney Huston com este blog? Simplesmente NADA! Mas isso nos levou a conclusão de que quanto mais uma pessoa tem, mais ela quer e mais ela atrai problemas psicológicos para si própria.

Sabe o que eu acho? O que me dá graça em viver é olhar numa vitrine e ver aquela calça dos sonhos por R$699,00 e perceber que no meu bolso há somente umas moedas para um açaí de 300mL e deixar se limitar a fazer o mesmo trajeto só para babar por aquela magnífica calça e quem sabe não entrar e ainda ter a audácia de dar a mesma desculpa: “Estou apenas dando uma olhadinha”. Sim, eu faço isso e admito meu patamar mediano.
Bem, falamos sobre otras cositas más, mas para eu não dar desculpas esfarrapadas sem nenhuma sinceridade, prefiro ficar calada e deixar que minha graça secreta de viver fique guardada naquela minha caixa de recordação logo alí.

Escrevendo isso, eu deduzo que minha filosofia de vida é diferente e estranha, mas possível de ser entendida. Descobri que para eu me livrar de uma vontade eu chego ao extremo dela, até que tudo fica sem sentido e naturalmente esse sentimento insaciável desaparece…isso vale para tristezas e fúrias, e “como na vida sempre tem o MAS”, há excessões.

*Pra quem eu realmente escrevo?

That’s Great!

“Um dia me disseram quem eram os donos da situação, sem querer eles me deram as chaves que abrem esta prisão e tudo ficou tão claro, o que era raro ficou comum…”

Como pode uma amizade rara virar algo tão banal?
Agora sim ela acredita piamente na teoria da relatividade, nada é tão patético qto virar a esquina e ver q certas coisas mudaram…e daí? Está td de cabeça pra baixo, como eu poderia montar um quebra-cabeça se um milhão de partes estão jogadas por todos os lados?!

Vamos falar sobre flores!

No momento eu estou ouvindo Cachorro Grande com suas letras toscas…oh!
Eu estou um pouco ansiosa para o trote do dia 1 e 2… ah! Sim, esqueci de dizer…passei no vestibular há alguns meses atrás e farei faculdade de moda, incrível, não?!

Um momento de regreção…

Eu lembro de quando eu era bem pequena e lia os livros do meu pai sobre arquitetura, fazia projetos da minha futura casa, apartamento, fazia compra de móveis fictícios e mobiliava toda a casa e ficava feliz quando tava tudo pronto, no dia seguinte, via que a medida do banheiro tava excedendo e por conta disso o meu futuro sobrado estava com o pavimento superior maior do que o térreo e o pé direito tava meio sem nexo… então ía lá a bonitinha gastar mais folhas do papai para fazer outro sobrado e saía igual? Não! Era sempre uma sala a mais, mesmo porque, eu tinha que ter uma lareira bem ali! E sempre me esquecia dela e cada vez mais o sobrado ía crescendo, crescendo, crescendo…
Uma vez a Sam me disse que um dia moraríamos em São Paulo e teríamos nosso escritório de arquitetura… ainda teremos, mas eu quero ficar na parte de design de interiores, posso?

Realmente o tempo é relativo…desisti de arquitetura para fazer Moda, um pensamento adquirido em algum dia de outubro de 2006, that’s great!

Memórias…

Eu quero meu óculooooos!

Sim, eu estou infinitamente com remorsos por ter levado meus óculos lindos e maravilhosos para a forca.
Mas vamos falar sobre flores! Pra que essas bad vibes?

Hoje eu estava arrumando minha caixa de recordações e me deparei com uns álbuns de fotografias. Os únicos 3 álbuns do capital que eu tenho…

Não é novidade pra mim, sentar na cama e ficar maravilhada com os mesmos três álbuns sempre!
Estava lembrando de quando eu fui ao hotel de Taubaté para me encontrar com os meninos, junto com o FC-BH, lembrando do bolo e da festa na piscina que fizemos para o Sr. Ouro Preto, do mico que eu paguei com o Dinho e com o Yves (urgh!), do abraço apertado do Fê, me lamentando por não ter falado com o Flávio, mas como vou falar apenas sobre flores, isso não deve entrar no contexto… lembrei também do show em que ficamos no melhor lugar graças ao Boréia (devo créditos a ele sim), lembrei do show do Capital quatro dias antes do de Taubaté do qual eu falei com o Léo e com o Boréia, do final do show de Taubaté em que ficamos todos sentados na guia da calçada comendo o bolo do tio Dinho, do show que eu fui com a Carol e a família dela em São Paulo no programa Bem Brasil, de quando a gente falou com o Quinho e ele ficou estranho depois de eu perguntar se ele já tinha namorado alguma Janaína (why?), mas mesmo assim ele ainda é um amor, lembro de quando ele foi super simpático comigo quando eu liguei para ele pela primeira vez, lembro de quando o Capital foi à Taubaté de novo e eu não pude ir e mesmo assim fui para a passagem de som, conversei com o Léo, ele autografou a baqueta que tinha ganho do Fê, eu ainda estou devendo um presente de aniversário para ele, já está chegando o próximo aniversário e eu não dei o do ano passado, dessa vez não vou prometer nada que não possa cumprir, lembrei também de quando falei com o Robledo (tecladista) e ele mostrou ser uma pessoa muito simpática, tirei foto com o Quinho também, a última lembrança foi de quando liguei pro Léo para desejar feliz aniversário e falei tanta coisa idiota que ainda tenho resíduos de vergonha no meu sangue venoso…