Hospital REGER

Publicado em 17/10/2017 | Blog do Hospital REGER

Cuidados paliativos e a demência

Muitos acreditam que os cuidados paliativos promovem cuidados apenas nos últimos dias de vida ou adequados a pacientes com câncer. Engana-se quem pensa dessa forma. Esses cuidados são uma assistência promovida por uma equipe multidisciplinar que busca levar qualidade de vida ao paciente e sua família diante de uma doença que gera sofrimento e ameaça a vida. Assim, além do câncer, pacientes com diversas doenças em seus estádios finais são candidatos aos cuidados paliativos.

equipe paliativista pode iniciar sua atuação em sintonia com o médico assistente do paciente. No decorrer do tempo, o tratamento vai ganhando mais importância e o tratamento clínico, menor. Através de uma avaliação impecável, a equipe paliativista identificará precocemente o estado de saúde do paciente, tornando mais eficaz o tratamento de sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais.

 

demência é um grupo de sintomas que interfere no funcionamento diário do paciente. A forma mais comum é a Doença de Alzheimer, além da demência vascular e fronto-temporal.

Nas fases iniciais de uma demência, é possível observar perda de memória, incapacidade de raciocínio e mudança de personalidade. Com o avançar do quadro clínico, a dependência funcional torna-se cada vez mais evidente. Comprometimento cognitivo severo acontece na fase avançada, onde o indivíduo tem incontinência fecal e urinária, dificuldade para caminhar, deglutir e para realizar qualquer atividade, até mesmo as mais automatizadas. Seja qual for a origem da demência, todas são crônicas, progressivas, degenerativas e muitas sem cura.

As pessoas que convivem ou cuidam de idosos com demência devem ser orientados sobre a evolução desses quadros. O objetivo é compreender até que ponto os tratamentos e intervenções podem gerar alguma resposta relevante.

 

Quando os cuidados paliativos devem ser abordados?

O assunto deve ser abordado no início do diagnóstico. O profissional de saúde deve sentir que existe uma relação confiável entre ele e os envolvidos para não haver desconforto. Essa confiança é importante, pois definirá o futuro da relação com o paciente. Isto é, a equipe precisa estar ciente de quem responderá pelo idoso caso este esteja num quadro de dependência extrema. Ou caso haja uma piora irreversível, é preciso saber se há alguma restrição contra tratamentos invasivos.

 

Qual a importância dos cuidados paliativos?

Nos últimos meses de vida, muitos pacientes com demência são submetidos a tratamentos que geram mais sofrimento do que benefícios. Tudo isso acontece porque a família não costuma questionar determinadas intervenções. Em contrapartida, não recebem orientações sobre possíveis complicações clínicas dos procedimentos. Outro fator importante é a participação dos familiares junto com profissionais de saúde na escolha da melhor maneira de promover o bem-estar da pessoa com demência avançada. Nenhum esforço deve ser poupado quando o assunto é a melhora da qualidade de vida no final da vida de qualquer pessoa. No caso de pacientes com demência avançada, cabe à família e à equipe de saúde tomar decisões que levem conforto e dignidade.

Promova a melhor qualidade de vida para seu familiar com demência. Esclareça todas as suas dúvidas com uma equipe multidisciplinar e encontre o melhor cuidado para quem está deixando a sua marca.

 


Publicado em 06/09/2017 | Blog do Hospital REGER

A importância da psicologia na velhice

A psicologia é das maiores virtudes para a velhice, pois essa é uma etapa do desenvolvimento humano que exige mudanças e adaptações que não podem ser simplesmente descartadas ou desconsideradas. Há necessariamente uma sequência de perdas durante a vida; por isso, é importante que os idosos tenham um lugar para falar sobre suas perdas significativas, sejam elas de origem familiar, profissional ou com relação à saúde. Essas perdas, uma vez enxergadas e ressignificadas, podem ser melhores aceitas, totalmente incorporadas e, ao invés de serem origem de sofrimentos, dores ou de doenças psicossomáticas, transformam-se em fatos da vida, em acúmulo de experiências, em fonte de resiliência, e por aí vai. Uma forma de compreender o processo de envelhecimento é o de uma sequência de escolhas adaptativas às condições impostas pela realidade. De fato, o tempo vai impondo seus limites e cabe a nós aprender a tirar o melhor proveito da vida, principalmente no quesito aprendizado. Por fim, podemos nos tornar velhos mais limitados mas completamente felizes dentro das limitações da vida.

Ser idoso não significa estar sozinho, mesmo porque há uma diferença entre isolamento e solidão. De acordo com a etimologia, “solidão” tem raiz no “solo”, enquanto “isolamento” tem raiz etimológica em isola, ou seja, ilha, o que nos faz compreender que “isolamento” remete à perda dos laços sociais, enquanto na solidão há a existência de laços. De acordo com a doutora em Teoria Psicanalítica pela UFRJ, Glória Maria Castilho, “um cantor que deixa sua banda para seguir carreira solo ainda vai necessitar de muitas pessoas em seu entorno, de muitos laços para que possa se realizar”, o que caracterizaria a solidão.

Entretanto, não podemos classificar essa população em uma única maneira, pois há uma multiplicidade de condições que diversos idosos podem vivenciar e que podem definir suas características. Muitas coisas fazem a individualidade, a irrepetibilidade de cada um de nós, tais como a história de vida, a maneira como é visto na sociedade ou ainda quais as necessidades de suporte. De toda essa reflexão, uma coisa é certa: os idosos precisam de novos laços sociais para obter um envelhecimento saudável e um auto conhecimento elevado, através de atividades que atendam seus repertórios de interesses e gostos, como arte, política, história ou dança. Além disso, é importante que os analistas se interessem pelas suas histórias, para que eles possam lidar com seus ganhos, perdas e limitações de maneira natural.

Enfim, envelhecer bem depende de um equilíbrio favorável entre as perdas e os ganhos trazidos pelo envelhecimento. Afinal, é preciso compreender que cada fase da vida tem seus desafios e objetivos a serem cumpridos e isso não é diferente na velhice. Viva da maneira mais verdadeira e se vincule com quem você realmente é e assuma a responsabilidade pelo seu bem-estar. Seguindo essa premissa, poderá viver com mais qualidade.

Conheça nosso calendário de atividades e participe dos eventos criados pelo Hospital Reger. Inscreva-se!

 


Publicado em 01/08/2017 | Blog do Hospital REGER

Os melhores lugares para viajar na terceira idade

Cada vez mais, pessoas acima dos 60 anos buscam os melhores lugares para viver as muitas experiências que uma viagem pode trazer. Tudo vai depender do seu perfil, mas os itens indispensáveis são: tranquilidade, segurança e ótima infraestrutura. Por isso, selecionamos alguns lugares ideais para aproveitar a vida na terceira idade. Escolha seu destino e faça suas malas!

 

 

Holambra – SP

Com a primavera chegando, Holambra se torna um local tentador de se visitar. Claro que é possível ver flores durante todo o ano pela cidade, afinal, é conhecida como a Capital Nacional das Flores. A 120 km de São Paulo, a cidade se inspira na arquitetura e floricultura da Holanda. Até o próprio nome nos faz lembrar!

A melhor época para se ir para Holambra é em setembro, quando acontece a Expoflora, a maior exposição de flores ornamentais da América Latina, dando boas vindas à primavera em grande estilo. Ficou interessado? Se atente às datas do evento e garanta seu ingresso antes, pois na bilheteria o valor é mais alto. Além do evento, você também pode ir aos pontos que são símbolos da cidade, o Museu Histórico e Cultural e o Moinho dos Povos Unidos, uma obra de 38,5 metros criada pelo arquiteto holandês Jan Heidra. Existem 400 desses moinhos pelo mundo.

Você ainda pode se divertir aprendendo sobre destilação artesanal no Rancho da Cachaça, onde também está localizado um bom restaurante de comida caseira.

 

 

Bonito – MS

A cidade fica no coração do Brasil, um excelente destino para quem aprecia ecoturismo, pois o local não sofreu nenhuma degradação ambiental, sendo um exemplo em questão de sustentabilidade e preservação do meio ambiente.

Muitos de seus pontos turísticos são pagos e localizados dentro de propriedades privadas, ou seja, é necessário contratar passeios através de agências de viagens ou guias credenciados e não se preocupe, porque todas as atividades são supervisionadas, o que a sua segurança e a natureza também.

Uma época boa para visitar Bonito é entre a metade de dezembro ao início de fevereiro, que é o período em que o sol incide na Gruta do Lago Azul, um dos destaques da cidade, tornando a visão do lago ainda mais exuberante.

 

 

Caldas Novas – MS

Conheça as milagrosas águas quentes! A região é uma das maiores estâncias hidrotermais do mundo, com fontes de águas quentes naturais e com propriedades terapêuticas, tornando-se um dos destinos mais visados do Centro-Oeste.

A cidade possui diversos hotéis com programas para relaxar, atividades recreativas e muita diversão, principalmente para os idosos. Como o dia-a-dia dos turistas na maioria das vezes é curtir as piscinas dos hotéis e aproveitar a boa comida da região, é importante escolher uma boa acomodação. Além disso, o Parque Estadual da Serra de Caldas é uma parada obrigatória, com caminhadas pelas trilhas acompanhadas por guias que leva você a se refrescar com deliciosos banhos de cachoeiras e admirar a fauna e a flora da região.

E depois de relaxar, você pode se deliciar ao lado de licores e laticínios, em lojinhas no centro da cidade que oferece opções de bares e restaurantes e recebe shows, principalmente de música sertaneja.

 

 

Montevidéu – Uruguai

Para quem já viajou o Brasil todo, quer sair do país, mas não pretende ir para tão longe, a simpática capital uruguaia é uma excelente opção! A cidade reúne um povo tranquilo, podendo visualizar essa tranquilidade em um passeio pela avenida 18 de Julio, a principal via da cidade que é uma vitrine para o comportamento dos uruguaios.
Um dos grandes diferenciais é esse povo amigável e educado, disposto a receber bem os turistas. É muito comum encontrar atendentes de comércio capazes de falar português muito bem, o que facilita a comunicação de quem vai visitar a cidade sem falar uma palavra em espanhol.

O clima da cidade é bastante agradável, principalmente no verão, onde as temperaturas amenas favorecem atividades ao ar livre. É importante ter em mente que nos meses de inverno a temperatura pode cair bastante, dessa forma, é interessante levar um bom casaco na mala. Mas se for desprevenido, não se preocupe! Roupas de inverno podem ser adquiridas com ótimos preços em muitas lojinhas espalhadas pelas ruas da capital.

De acordo com Dr. Roberto, o importante é viajar, isto é, poder sonhar. Viajar é, concretamente, criar condições para podermos sonhar nossos sonhos. Desta forma, não importa o lugar, mas uma certa predisposição para poder desligar-se da realidade concreta do dia a dia que, na terceira idade, pode estar muito colorida pelo trato do corpo ou por se adaptar às perdas constantes. Com isso, o idoso pode “viajar” criando uma condição psíquica capaz de se ligar ao novo, ao inusitado, ao surpreendente que o sonho nos leva.

Talvez seja por isso que voltamos realimentados de uma viagem bem sucedida, pois voltamos com uma capacidade renovada de “olhar para o nosso mundo” interno e/ou externo, recarregados de esperanças e bons presságios. Boa viagem!

Gostou das dicas? Conte para nós sobre a última viagem que você fez!

 


Publicado em 19/07/2017 | Blog do Hospital REGER

Os 4 hábitos do envelhecimento saudável

envelhecimento é um fato e a diminuição das capacidades físicas e mentais afetam todas as pessoas nessa fase da vida. Porém, através da aquisição de hábitos saudáveis de vida e os avanços da medicina na prevenção e tratamento das doenças, é possível retardar esse processo e aumentar a expectativa de vida. Portanto, se você pretende melhorar seu estilo de vida, aqui vão 4 hábitos que você pode começar a criar desde já:

 

Mantenha uma dieta saudável

Na terceira idade, a média de consumo são 1.500 calorias diárias, dentre elas os alimentos que contenham cálcio, magnésio, zinco, vitamina B6 e ferro são imprescindíveis. Afinal, a partir dos 55 anos o metabolismo tende a ficar mais lento e o risco de perder músculos e ganhar gordura corporal é maior. Desta forma, a proteína se torna um alimento muito importante para manter a musculatura e o sistema imunológico. Busque por peixes, aves sem pele, carnes magras, leite desnatado e a clara de ovo são as melhores fontes de proteínas. Já no caso da gordura, consuma com moderação as gorduras saudáveis presentes no azeite de oliva, nas castanhas, no abacate e óleos de peixes marinhos, canola, milho e girassol. O excesso de gordura pode se acumular nos tecidos adiposos aumentando o peso e, consequentemente, o risco de infartos.
Além disso, ao longo da semana varie o cardápio de verduras, legumes e frutas para que todos os tipos de vitaminas e minerais possam ser consumidos. No caso dos carboidratos, o ideal são quatro porções diárias, dando preferência aos grãos integrais como trigo, aveia, centeio, soja, feijão e pães integrais nos lanches entre as refeições. Enfim, evite o sal no cozimento! Uma dica é utilizar ervas e condimentos naturais, pois acentuam o sabor sem deixar a comida muito salgada. E, claro, beba muita água! Você sabia que a necessidade de água aumenta com a idade? Ela estimula os rins a trabalharem corretamente e ainda melhora a digestão, evitando a prisão de ventre.
A alimentação equilibrada é fundamental o envelhecimento saudável, com capacidade de viver de forma independente e autônoma, com o mínimo de limitações físicas e mentais.

 

Pratique atividades físicas regulares

É comum que alguns idosos vivam com depressão por conta da tristeza e falta de rumo que os afeta nesta fase da vida. A prática regular de uma atividade física, não só produz endorfinas que desencadeiam sentimentos de bem-estar e autoconfiança, como também mantém o cérebro do idoso mais ativo, contribuindo para o funcionamento das funções cognitivas, prevenindo a perda de memória, a demência e desacelera a progressão da Doença de Alzheimer. Troque o sedentarismo por uma vida mais ativa para garantir independência e um sono melhor, para acordar com mais energia para encarar o seu dia-a-dia.

 

Obtenha qualidade de vida

Envelhecer com qualidade de vida, significa estar satisfeito com a vida atual e ter expectativas positivas em relação ao futuro. Alguns fatores são consideráveis nesse caso, como bem-estar físico e psicológico, nível de independência, relações sociais, ótimos momentos de lazer e espiritualidade. Não é necessário nos esforçar para garantir essa qualidade de vida que desejamos, portanto observar a vida com olhos mais positivos e ter gratidão por todos os anos de vivência, almejando novas experiências que virão nesta nova fase é um dos maiores bens que podemos carregar conosco. Aproveite a vida ao máximo!

 

Controle as doenças

Grande parte das doenças nos idosos podem ser prevenidas com um estilo de vida saudável e tratamentos adequados. Não podemos evitar completamente, por isso é importante privilegiar exames regulares e tratamentos de recuperação que preservem a autonomia, mesmo que limitada, do idoso.
No inverno, as doenças respiratórias atacam de maneira voraz. Cuide-se antes que qualquer problema de saúde venha a acontecer e pratique exercícios físicos, conforme citado acima. No caso de prejuízos funcionais consequentes a um problema agudo que incluem medidas de reabilitação, procure profissionais especializados em geriatria ou gerontologia. Um exemplo, é o Hospital Reger, um centro de atendimento referência no estado de São Paulo que oferece tratamento especializado na área de reabilitação, com profissionais multidisciplinares que auxiliam o paciente idoso a alcançar melhor a sua potencialidade.

 


Publicado em 30/06/2017 | Blog do Hospital REGER

Dúvida sobre esquecimento: é início de demência ou normal?

Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa progressiva, provocando declínio de funções cognitivas como, memória, orientação, atenção e linguagem, o que pode interferir no comportamento social e na personalidade do portador.

Vale ressaltar que é quatro vezes mais comum em analfabetos e geralmente é caracterizada pela perda de memória, sendo o sintoma mais conhecido. Porém, não é necessariamente o primeiro a aparecer, pois outros sintomas podem surgir no início da doença, como a depressão e a instabilidade emocional, que podem fazer parte dos sintomas iniciais da doença, mas que podem ser facilmente confundidas com estresse ou velhice.

A idade é o principal fator de risco (não modificável) para a doença de Alzheimer. Por isso, é importante que uma pessoa idosa com queixa de memória de curto prazo e com alteração de seu estado emocional passe por uma avaliação médica com especialistas em neurologia, geriatria ou psiquiatria para avaliar se trata-se de um Distúrbio Neurocognitivo Leve (DNCL). Nesta situação, o paciente tem a instabilidade emocional, esquecimentos frequentes, mas nenhum sinal de demência. Ocorre que os portadores de DNCL têm uma chance maior de desenvolver demência do que pessoas da mesma idade sem essa condição. Um estudo com pacientes com doença de Alzheimer familiar sugere que as alterações neuropatológicas se iniciam cerca de 20 anos antes dos primeiros sintomas. Dos pacientes com DNCL, cerca de 10-15% terão o diagnóstico de demência no prazo de um ano, ou seja, eram pacientes em uma fase pré-clínica da doença de Alzheimer que, por algum motivo, progrediram mais rapidamente que os outros 85 ou 90% que permaneceram estáveis. Como fazer para se enquadrar no 2º grupo, o dos estáveis?

Até o presente, não parece que a estratégia protetora seja medicamentosa. Não há uma base sólida para o uso de medicamentos objetivando adiar uma futura demência. Já se propôs o uso da reposição de estrógenos na pós menopausa, o uso de estatinas, antiinflamatórios, resveratrol, anticorpos monoclonais anti-amilóide, vitamina E e diversos antioxidantes, suplementação de folato, vitamina B6 e vitamina B12, Ginkgo Biloba, Dimebon, Piracetan, entre outras drogas. Tantas propostas e nenhuma realmente eficaz.

Várias dicas são consistentes: exercícios físicos aeróbicos, busca por novos interesses, pelos desejos, aprendizado de um segundo idioma e, consequentemente, o interesse por outra cultura, socialização e interesse por assuntos da comunidade, buscar favorecer as 8 horas de sono por noite, otimização das condições de saúde, notadamente a audição e a visão, atenção para quadros depressivos (com abordagem psicoterapêutica e/ou medicamentosa) e para doenças que causam danos vasculares (hipertensão, diabetes, dislipidemia, tabagismo, etc), enfim, não há uma receita de bolo, são várias as atitudes promotoras de um envelhecimento saudável e para o favorecimento de uma mente funcionante em sua plenitude até o último dia da vida.

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