Okay?

Okay?

“Passei a maior parte da minha vida tentando não chorar na frente das pessoas que me amavam. Você trinca os dentes. Você olha para cima. Você diz a si mesmo que se eles o virem chorando, aquilo vai magoá-los, e você não vai ser nada mais que uma tristeza na vida deles.”

(A Culpa é das Estrelas)

Acabo de voltar de um cinema onde um universo de pessoas entraram sorrindo, com assuntos vindos de vozes continuamente adoráveis de se ouvir e saíram com olhos inchados e cordas vocais trêmulas. Me senti dentro de uma câmara de gás de Auschwitz tamanha era a agonia nos ruídos alheios. Vocês não atrapalharam… Também fiquei em prantos.

E com meu abadá ocular, voltei pra casa com meus olhos inchados. Chorava pelo filme, pelo enredo, por lembrar que chorei enquanto lia tal livro que auxiliou no roteiro. Talvez tenha assistido este filme num momento não tão agradável. Talvez tenha sido o momento exato. Visando a unanimidade dos fatos, é bem provável que o filme toque de alguma forma cada um que sentou naquelas poltronas de couro onde dois telespectadores brigam para apoiar seus cotovelos. Cheguei primeiro.

Agora, sentada no meio de uma cama de casal com lençol azul e uma cabeceira nada confortável, deixei de derramar lágrimas pela história e elas fluíram como se soluçar e lacrimejar fosse uma nova forma de respiração que aprendemos em aulas de yoga. Fiz yoga e não peguei esta aula. Ninguém pegou. É somente um composto de água, sais minerais, proteínas e gordura. Nada tem a ver com respiração, apesar de me parecer estranhamente normal.

Bem, o romance de John Green me despertou um amor gigantesco pelo fictício personagem de Gus, aquele que traga um cigarro apagado. Despertou um desespero por aquela que ultrapassou o trópico de câncer. Despertou meu amor por aquela que se sentou ao meu lado direito. Despertou assombro pela mudança repentina. Despertaram as lágrimas.

Eu chorei. E mais um vez… Ninguém viu.

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