Muro das lamentações

Quando se é indeciso qualquer questão se torna um dilema. Sair também significa ficar, direita também significa esquerda e sim também significa não.

A terceira pessoa não pode ser uma extensão de mim pra sempre, mas eu mesma. Poderia simplesmente perguntar ao meu eu interior em qual quintal cair sem precisar me acomodar em cima de um muro, que por sinal é super desconfortável. Fico me questionando sobre a facilidade alheia em visualizar com tanta nitidez dois pontos e escolher uma alternativa de forma tão concisa e tudo isso numa fração de segundo. Seria muito treinamento? Ou talvez um egoísmo positivo que eles tenham e eu ainda não soube fazer uma auto-avaliação neste quesito.

Acho que penso muito nos outros, quero realizações absolutamente democráticas onde todos estejam felizes e confortáveis. Não, espera… Estou escalando mais um muro.

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Um comentário sobre “Muro das lamentações

  1. Tomar uma decisão faz-se-á necessária a partir do momento em que não traímos nossa vontade íntima. Ter convicção das escolhas e aceitar as consequências (positivas ou negativas) faz parte de um crescimento que nos torna mais conscientes e menos inocentes… Tudo tem seu preço. “Amor que não se mede, não se repete” diria a música que relata algo que todos estamos a mercê. Porém, a inocência passa e esta situação torna-se escassa a partir do momento em que nossa consciência nos obriga a lembrar de todos o riscos ao se entregar. O altruísmo numa vida a la jedi é uma escolha típica de pessoas que foram expostas a fortes trauma e nelas surgiu o sentimento de rejeição, não de alguém novo, mas de si mesmo para o mundo (fantasma na concha). Então, como voltar àquela situação de amar sem medir? Correndo riscos… demonstrando coragem e não medo, dedicando-se e aceitando que sua dedicação para a pessoa é uma satisfação ao seu ego e não o dela. A cobrança sempre vem de si. Uma das coisas que mais vejo nas pessoas é se elas tem a capacidade de serem recíprocas. Não posso cobrar nada de ninguém, mas posso me dedicar. Nada melhor que dar seu sorriso a alguém e recebê-lo de volta. Aonde foi o medo?

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