Queria o Antônio

Sentada atrás de um monitor alheio aos prantos com uma cena triste de uma animação infantil que não seria consequência para tanto desespero, se não fossem os hormônios femininos que me consomem todo mês, religiosamente.

Não costumo falar sobre minhas fraquezas, acho esse assunto muito brochante pra uma madrugada, mas decidi exteriorizar. Conheço o amparo, o que me faz definir que hoje me sinto desamparada. Talvez seja a saudade das cartas com suas entrelinhas que diziam “eu te amo”, das flores roubadas e das lembrancinhas de festas que guardávamos juntos. Saudade dos versos plagiados de autores que nunca achei interessante, só que na sua voz soavam maravilhosos. Saudade da dança que nunca conseguia acompanhar e da vergonha que me fazia passar em público. Eu dizia que não gostava, mas você não precisava parar… Aquilo era bonitinho! Aquilo era meu amparo.

Sinto saudade dos Antônios que não me fazem falta.

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