Mesa 25

Meu pedido de hoje é poder voltar àquela agência. Sentar naquela poltrona que não era minha. Aguardar a hora do almoço e conversar com o xará do colega meu.

Poderia até pedir meu almoço, mas a conversa seria tão boa que ficaria ali até que ele pedisse licença, porque eu teria todo o tempo do mundo. Eu tinha todo o tempo do mundo. Conversa rápida, sem muito conteúdo, mas para quem estava se conhecendo, saber que ele também tinha medo de Pink Floyd quando criança era um elo muito grande. Medos semelhantes são elos, imagino eu. Ou não. Não sei. Me senti à vontade.

Meu pedido é sumir, porém poder voltar àquela sala acústica e errar a batida, por estar olhando para aquele cara de blusa azul e boné caqui. Não era careca, não era branco, não tinha olhos azuis. Tinha um olhar muito bonito. Tinha uma guitarra que não era dele, que poderia fazer um bom par com a bateria que também não era minha. Afinal, não tínhamos nem um ao outro. Nunca tivemos, mas assim como os instrumentos, seria interessante se estivéssemos juntos. Guitarra e bateria sempre combinam.

Meu pedido é poder preencher a cadeira da frente. Eu sei, eu sei. A Mesa 25 não é palco para isso, mas gostaria de pedir encarecidamente que você aceite que outra pessoa se sente aqui. Provavelmente ele não gostaria do visual alternativo e reclamaria da música, mas se ele estivesse aqui eu ficaria despreocupada quanto ao celular e meu pedido certamente não seria voltar à poltrona que não era minha, mas uma Original, dois copos… E claro, uma dose de saquê.

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